quinta-feira, 1 de junho de 2017

A violência nossa de cada dia...

Hoje não vou sorrir, ser irônica, sarcástica ou qualquer coisa que valha...
Hoje vou escrever em tom muito sério, como poucos já viram...
A gente observa na TV, escuta e pensa: espero que eu nunca passe por isto. Não sei como reagiria!
Pois é, ontem, fim de noite... Em mais um dia de trânsito pela cidade, cansada depois de um dia de trabalho... Com pouco mais de 15 minutos para chegar na minha casa...
Dois "jovens" fazem uma escolha: vamos pegar esses revólveres e sair para assaltar alguns ônibus que passam na avenida Brasil.
Pois é... Entraram no ônibus que eu estava. 
Como podem perceber, hoje, estou aqui viva para narrar e todos que estavam dentro do ônibus também passam fisicamente bem! 
Levaram documentos, celulares e dinheiro de alguns passageiros e desceram. Mas, como em um filme de faroeste onde ninguém manda em mais nada e a população fica acuada, eles se sentiram ainda no DIREITO de intimidar, de fingir serem seres humanos dignos de respeito. Atuação digna de atores globais.
Já pensei por quê não desci assim que olhei para aqueles dois estranhos querendo pagar R$ 8,80 por um trajeto muito pequeno. Porque não me importei com a minha intuição que dizia incansavelmente, várias vezes por segundo: desce do ônibus!
Enfim... agradeço pelo menos por ter conseguido manter a serenidade e a calma. Ainda consegui, mesmo com isto tudo, acalmar quem estava ao meu lado: a moça por impulso, fez o movimento de querer levantar.
Nessa hora, nos olhamos e acolhi quem nunca vi durante toda a minha vida. Dividi os R$ 3,00 que tinha no bolso. Para que não declarasse que nada tinha para eles. Por sorte, ficamos invisíveis para eles. Não nos viram. Abordaram todos ao nosso redor... Mas não conosco! 
Talvez por nesta hora ter me mergulhado em profunda oração. Disse para rezar!
Observei a ação esdrúxula dos "jovens" e pedi para Deus nos livrar o mais breve possível daquele tormento. Que fossem em paz e nos deixassem em paz.
Deus age o tempo todo... tenho cada dia mais certeza disto!
Sou uma otimista incansável, muitos sabem! Mas já não sei onde buscar a certeza de que o mundo será melhor!
Dois "seres humanos" que no auge da sua consciência pensam em gastar R$ 17,60 e acreditam que vão conseguir um lucro exorbitante roubando um bando de pobre fudido em pleno final de mês... Sinceramente? Não os vejo como seres humanos. Um SER HUMANO, de verdade, não pensa NUNCA em trocar vidas por objetos que ficam obsoletos assim que saem das lojas. Desculpa, mas novamente não vejo Humanidade nesse tipo de "ser humano" que insistem em dizer que deve ser o modelo a ser seguido.
Não são gente! 
Não são seres humanos!
A moça ao lado agradece a mim. Eu, aliviada por descerem, estava ainda em choque. Outra me cutucou e disse: devíamos ter pego o outro ônibus, né? ela me fez lembrar que, ainda no ponto não entendi porque a empresa estava colocando apenas a linha mais cara naquele horário e essa mesma moça disse: eles agora estão fazendo isto! eu imediatamente: é lucro! A empresa percebeu que as pessoas pagam em dinheiro e pagam o valor que eles julgam ser justo pela passagem. Ficamos olhando sem ver saída, já que os próximos também seriam desse mesmo itinerário e valor. Mudou a empresa, mas a crueldade continua. Me restou consolá-la que não tínhamos como adivinhar! Ela concordou e desceu!
Eu que já tinha passado de casa... já começava a pensar para poder decidir onde desceria para retornar para casa. Teria que descer em um lugar um pouco mais "tranquilo" para retornar.
Encontrei uma conhecida e ela disse: que cara tristinha é essa?
Volto ao ponto que não mais estava... e relato o que tinha acontecido. A gente "finge" normalidade! A gente finge que isto não impactará na nossa vida... A gente finge!
Podem querer culpar o Sistema, o pai, a mãe, a falta de estudo... O caralho a quatro... Nunca me convenceram e não será agora que irão me convencer do fato disto tudo serem meras desculpas de um fracassado!
São fracassados que preferem levar a vida sendo sempre sustentados por alguém. Entrando em atrito com todo mundo e depois, se vitimizando. Entope os Socioeducativos e as prisões com esse bando de parasita e querem me convencer que, o que realmente falta, é oportunidade!
Esses dois moleques deram na nossa cara com força, sem nem ter encostado a mão na gente.
Uma sociedade que está falida em sua estrutura e nos seus VALORES. Que ninguém de fato, se RESPONSABILIZA por nada!
Ninguém faz nada! Quem fez esses dois seres humanos se é que fizeram só esses, não se sentem na obrigação de saber o que andam fazendo na rua. Não se sentem na obrigação de cuidar, vigiar, educar... de nada!
O Estado se sente o deus que dará conta de tudo... dá saúde, dá educação, dá assistência, dá..dá..dá...dá... dá tudo em troca de votos que nos paralisam cada vez mais e nos mergulham em mais e mais corrupção.
Geração sem limite de nada.
Pensa que alguém tem que dar o que deseja pelo simples fato de se acharem seres humanos. Eles acreditam que existem!
Não são! Nunca foram e nunca serão.
Foram condicionados a viver a "liberdade", a suprir seus desejos de todas as formas. A achar que o outro está no mundo para lhe servir, sempre!
É muito egocentrismo!
A sociedade está doente!
Doente e em estado terminal...
É um ciclo absurdamente orquestrado, sei disso! 
Me fizeram pensar tanto... 
Mas não me fizeram entender esses desejos descabidos que os "seres humanos" insistem em dizer que, devem ser entendidos como necessários para a nossa EXISTÊNCIA.
Não desejo o que não posso possuir. Fui assim educada. Não invejo o que é do outro. Não me preocupo em achar que estou sendo humilhada por não ter um carro. Uma casa grande. Empregados. Bugigangas para tudo que se pode imaginar. Quinquilharias tecnológicas. Roupa de "marca". Aliás, sempre achei que tudo isto é ser marcado igual boi no pasto... Nunca fui assim, e continuarei a não ser.
Sento e observo todos. Presto atenção ao que a "mídia" diz sobre os "bem sucedidos": bando de parasitas. Não sabem nem como se planta um feijão no algodão, mas são exemplo de pessoas bem sucedidas! 
Fato é: Estão jogando na nossa cara, todos os dias que devemos crer que, é difícil suporta a dura rotina de quem se mantém íntegro, honesto, estudioso e trabalhador. Aquele que suporta cumprir horário. Que consegue conviver com as pessoas. Que planeja a vida. Que vive do seu salário. Sabe lidar com as cobranças. 
Conseguir ser lúcido, íntegro, honesto e trabalhador virou sinônimo de chacota para os "descolados" que se acham “bem sucedidos” e “importantes”.
A família está falida em sua organização.
O Estado está falido em sua estrutura.
O Sistema político brasileiro e a sociedade também!

Mas ainda devo admitir que espero dias melhores, com muita FÉ, para todos nós que somos: SERES HUMANOS!

Abraços,

Juliana Ferreira

terça-feira, 11 de abril de 2017

O Brasil do jeitinho

Ando pensando e, hoje, conversando com quem de fato permitiu ouvir e ser ouvido tentei refletir sobre esse mundo louco.
Já nem sei se todos no dito país chamado Brasil falam e entendem a língua oficial: Português. É tanta incompreensão. Tanto desamor. Tanto egoísmo. Tanto "o meu pirão primeiro" que já não tenho mais voz, nem tempo de tentar me dispor em compreender. Chego a duvidar da humanidade desses seres ditos terráqueos.
Só observo o buraco cada vez mais fundo que estamos nos enfiando e nos enterrando.
A economia nos sufoca. O famoso "poder de compra" não existe. A inflação nos esmaga absurdamente mais a cada dia. É muita corrupção. É gente que pensa que poder político lhe salva de todas as mazelas que tem enterrado a população. É o Estado sendo colocado a prova. É a democracia representativa fazendo cada vez mais, menos sentido.
É você sentado lendo passivamente tudo isto acontecendo. É você querendo sempre que alguém te diga no que acreditar. Em quem confiar. No que vestir. No que usar. No que estudar. No que seus filhos precisam. O que é ser jovem. Velho. Adulto. Criança. Homem. Mulher. Ateu. Religioso. Estudante. Desocupado. Desempregado. Trabalhador. Bandido. Cidadão. Vivo e também morto.
Nesse movimento, você já não sabe, verdadeiramente, o que é. O que deseja ou sonha... é mais um nessa engrenagem que não pode parar. Que se junta na multidão do famoso jargão: mexeu com um, mexeu com todos.
Será?


JF

domingo, 11 de dezembro de 2016

Aos que pensam que fazem educação

Pra que os adultos em meio ao ego ferido brigam tanto para um projeto "bem feito" se ao final percebemos que o fundamental e realmente necessário o aluno não aprendeu? 
Fechamento de ano e as esquizofrenia escolares, me fazem refletir. 
A mesma pessoa que infla o peito pra vomitar toda a sua indignação por não ter aparecido o que queria ter aparecido em um projeto, é a mesma que declara que a turma não evoluiu. Isto é, vão seguir sem sabe ler, nem escrever e muito menos reconhecer os números.
Que raios o cara fez nesse lugar institucional por 4 anos? 
Como defesa: a família é isto, a família é aquilo...

Mas volto a perguntar: o que esse aluno fez indo todos os dias para esse lugar e pouco ou nada compreendendo do estar ali?
Rogo para que o Tradicional volte a existir na escola pública.
Rogo para que realmente eu encontre na minha caminhada pessoas adultas que gostem de estudar. Só assim vejo LUZ no fim do túnel.
Nossas crianças estão sofrendo com aval jurídico. Nossas crianças estão sendo retiradas do convívio familiar e colocadas em um ambiente onde não estão recebendo o que deveriam receber. Um interessante controle sobre a pobreza e tudo amparado sobre o belo discurso da obrigatoriedade. É uma onda maior do que a gente imagina, quando decide por esta caminhada.

Valores humanos são esquecidos neste lugar, cotidianamente.
Toda essa pedagogia da mentira, me cansa! 
Eita máquina pública em colapso!! Affffff

nota: publicado no Facebook em 12/12/15. Faz muito sentido no dia de hoje, no amadurecimento reflexivo que estou tendo também.
Abraços,
Juliana Ferreira 

sábado, 12 de novembro de 2016

Formação de uma equipe na escola

foto da internet
Os desafios que impactam na atividade do coordenador de uma unidade escolar está para além do que muitos, insistem em reduzir e acreditam que seja: apenas auxiliar o professor para que a sua prática em sala de aula seja executada plena e perfeitamente. 
Não sei bem onde disseram isto! Deve ser na linealidade da didática... rs
Porém, é na própria didática que me apoio para pensar sobre a formação do professor. Nem sempre um bom aluno, se torna um bom professor. Exatamente por compreender que ele possa ser bom de entender conceitos para ele porém, possui muita dificuldade de articular seu pensamento com o de outras pessoas. Aqui aparece latente a dificuldade do aluno quando este diz, não entendo o que o professor diz. 
Não vejo que o aluno esteja apenas criticando o professor, mas está apontando para que o mesmo desça um pouco mais no seu aporte teórico. Considero que o exercício da simplicidade está muito mais na responsabilidade daqueles que detêm o saber. Mas é, exatamente, neste hiato que não se consegue avanços. É notório que não existe hoje diálogo com o modelo de profissional da licenciatura que está chegando, mediante concurso público/contrato, nas unidades públicas de ensino.
Questiono muito os critérios avaliativos da formação destes profissionais. A educação regular está em colapso absoluto, se não dermos um basta em tudo que permeia essa arrogância acadêmica.
Fato que, não é isto que faz o professor ser um bom professor. Cada vez mais tenho certeza disto. Não devemos esquecer que este profissional antes de tudo, é um ser humano. Dotado de muitos defeitos e muitos sentimentos humanos ainda pouco resolvidos, por ele, internamente.
É este indivíduo que adentra o ambiente escolar. A temida instituição que possui regras, leis, sequência didática, planejamento, diário, documentação, supervisão, estátisticas e uma heterogeneidade de formação humana que terá, sim, que conviver, vivenciar e exercitar cotidianamente a sua capacidade de reflexão.
Durante todos esses, já sete anos de aprendizado profissional cada vez mais vejo o quanto a formação humana desses profissionais está defasada. Dando a nítida impressão que a falha do currículo das licenciaturas esbarra no trato interpessoal. Não se ensina na graduação questões de cunho da relação humana: a responsabilidade.
Considero que ninguém vive ilhado em si mesmo, embora os sujeitos insistem em deflagrar esta autonomia também dentro da escola.
É uma queda de braço sem fim. De um lado aquelas pessoas recém formadas. Jovens e descoladas mas, que pecam na reprodução daquilo que tanto gostam de criticar nos mais velhos: a rigidez.
São rígidos suficientes para não realizarem o diálogo. A reflexão. A mudança no seu saber academico. A construção do novo. O apontamento daquilo que incomoda. Elegem um suposto inimigo e partem para a guerra. Acreditam fielmente que eliminando o objeto estranho, terão sua paz garantida. Não medem esforços para executar com maestria essa missão.
Atacam ferozmente o suposto inimigo. Gritam. Chantageiam. Ameaçam. Formam grupos. Caluniam. Criam situações vexatórias. Usam das formas mais levianas para tentar alcançar o seu objetivo: eliminar essa pessoa do seu caminho.
Nisto eles mostram o quão unidos são como categoria. Sem nem ao menos entender o que seria a tal categoria. Mas, novamente, esquecem da hierarquia que permeia, principalmente, as instituições públicas.
Por fim, como toda boa estória dotada de um começo, um meio e, finalmente, um fim. Após muitas ofensas. Articulações variadas dos superiores. Um pouco da dependência arquitetada por um currículo entupido de tanta disciplina fragmentada que funciona muito mais como muitos alucinógenos, faz com que suportemos tamanha indelicadeza dessas pessoas.
Para eles, na sua ignorância, O problema é considerado tão ínfimo que acreditam fielmente que existiu uma vitória deles sobre o "inimigo". Não conseguem ver nada além do seu próprio umbigo, infelizmente.
Com tantos fatos observados e tantos absurdos presenciados e ouvidos digo que, tem alguns que superam até mesmo a minha tolerância/paciência/respeito profissional que devo ter por todos que trabalham na educação.
Essa distância de compreensão do espaço educacional público é de difícil aceitação para mim. Alguns eis que enfim, se comprometem a "mudar". Nem que seja até que o suposto inimigo entenda que foram eles quem ganharam. São levianos também para continuar com a ideia fixa que a culpa de todo o desconforto causado seja apenas do outro. Nunca deles mesmo. Pensar sobre o lugar que escolheu trabalhar, morar ou viver, pouco importa nisto tudo. Das escolhas que realizou em sua vida, tudo parece está em consonância com o fracasso no qual escolheu viver.
Nisto eles se dão as mãos brilhantemente!
Confundem relações pessoais e profissionais. Nessa grande e efervescente relação, os Infantilizados batem o pé e dizem a todo momento: os incomodados que se retirem. O processo de pouca razão na decisão complica ainda mais a compreensão do que de fato está sendo questionado. Como se tivéssemos lidando apenas com mais uma brincadeira, e não com vidas humanas.
Enfim, constroem narrativas que assegurem que sejam os outros que não estejam deixando eles "trabalharem". Dificuldade maior na relação com estas pessoas é de cunho profissional, pois os mesmos não analisam que sua capacidade profissional não está mais sendo exigida no mercado do século XXI. Novos, porém, com o diploma em mãos esquecem que a vida é uma constante renovação, principalmente, na educação.
Nesta recusa pelo novo não se permitem evoluir intelectualmente. Como implicação mais grave: matam diariamente na sala de aula o poder criativo de milhares de crianças, de jovens e de adultos. 
Formar uma equipe, hoje, é o desafio que nos alimenta mas também, nos desequilibra constantemente.
No setor público, essa prática torna-se por vezes lenta demais. Os processos em um mundo cada vez mais dinâmico não é percebido por aqueles que habitam e acreditam viver em outro tipo de exigência ou quiçá, de responsabilidade.
Diante do que tenho vivido profissionalmente ao longo destes anos de prática profissional no setor público, devo considerar que a caminhada educacional no setor público, não é e nem deva ser muito rígida. Os novos ventos apontam para que finalmente, a morosidade das coisas se finda!
Mas antes, se prepare para os  novos ataques...
A estória recomeça! rs!
Juliana Ferreira

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Quando digo que a adolescência é a melhor fase da vida!

Hoje, dia 15/09/2016, fui ver o que publiquei no passado no Facebook. Para quem não conhece, o Face tem essa nova ferramenta ... enfim, ano passado publiquei um clipe do Bon Jovi da música Always com a legenda:



"Jon Bon Jovi, Bon Jovi... Me lembrou a minha adolescência e a convivência com umas amigas doidas que ficaram em porta de hotel pra tentar vê-lo... Como nunca achei graça nisto... eu esperei, na casa de uma delas, as loucas retornarem. Esperei no conforto, a recuperação dessa insanidade! Chegaram todas descabeladas, desidratadas e eufóricas. O mais engraçado: sem nem ter visto nem a sobra do Jon... e eu achando tudo aquilo louco demais para mim. Definitivamente, nunca fui normal!!! kkkkkkkk"

Hoje escrevi:

"Adorooo lembrar do que essa Banda permite... Cambada de adolescentes loucas e nerds que se reuniam para estudar... (Somos da época q nerd não tinha um perfil e também não usava camisa de super heróis...rs!) Mas, existiam as adolescentes histéricas que, se lessem no jornal que, o cara estava na cidade... Praticamente do lado de casa... Os planos mudavam... Eu sorrio até hj das loucas tão centradas q convivi!"

Enfim, lembrei que foi notícia no jornal. A internet é tão maravilhosa que nos permite encontros assim... achei a notícia! Jon era uma nota simples! 


Mas o que me chamou atenção foi, na verdade, um anúncio.

Descrevo assim: Fui procurar quando foi que Bon Jovi esteve no Brasil (durante a minha adolescência, claro!). Achei em PDF o Jornal do Brasil de 26 de Outubro de 1995. Enfim, me levou para um olhar que, na época não existia em mim. 
Eu com 14 anos. No ritmo escola - casa.
No Jornal do Brasil (imagem) um grande anúncio falando do primeiro Shopping da Zona Oeste: West Shopping! 


Convidando o leitor, perfil JB, para conhecer. Afirmando que mudaria os hábitos de consumo de toda a Zona Oeste - ZO. 
Interessante e audacioso!!!! 

Fui mergulhar nas lembranças desse tempo...
Nesta época eu vivia no mundo épico de achar Padre Miguel longe e quente demais... Campo Grande então, eu nem fazia ideia de como chegava!!
Eu tinha uma amiga do colégio que morava em Padre Miguel.
Lembro que o shopping mais próximo da nossa escola era o Rio Sul (o primeiro da cidade do Rio de Janeiro) e a gente nem achava graça nenhuma em ficar passeando nele e também, nossos pais não davam dinheiro tão fácil assim. A nossa adolescência era uma tribo que não frequentava muito esses lugares! Nem dinheiro a gente tinha... mesada era coisa de Classe Média ALTA!rsrs

Classe Média baixa e a classe pobre tinham que estudar para ter futuro. Além disso a gente fingia que falava inglês como esses cantores internacionais além de escutar os roqueiros do Legião Urbana, Paralamas, Engenheiros... Mesmo não entendendo o que tanto diziam...rs! Era época também do começo da onda Funk que a gente não interagia muito, não!

Minha amiga sentia sono na escola e eu não entendia muito bem... sabia, apenas, que tinha que acordar 4h para chegar em Botafogo, no máximo, às 8h (Não existia atraso! Voltava-se para casa).


Não falávamos dos contrastes. Das questões sociais. Não lamentávamos ou questionávamos as normas da escola: tínhamos um excelente estudo e não havía a possibilidade de perder a bolsa. Não existia repetência para bolsistas. A escola sempre muito disciplinar. Horário integral. Estudo Sexista (somente para as meninas). Currículo tradicional. Engraçado era que isto nos bastava. Não desejávamos o que não podíamos ter. Vivíamos por tensão de rendimento escolar, apenas. Prova final era aquilo, no final do ano e antes do Natal que, a gente não queria encontrar. Mas eu sempre encontrava!! Matemática é minha "amiga" desde pequenininha. rs


Mas eu sempre passava porém, antes repetia incansavelmente os exercícios, consultava a professora Tânia e até sonhava com os malditos números... sem traumas!! Vai ver eu gostava da emoção dos minutos finais...Kkkkkkkk

Quando, finalmente, o Ensino Fundamental passou, eu finalmente conheci o mundo e não entendia a "lógica" da escola pública, de cara não me adaptei com a nova tribo do Estadual. Era tudo muito confuso, barulhento e tinham os meninos na mesma sala. Difícil adaptação, mas depois eles foram se tornando uma tribo bem legal! De repente eu era a cabeçuda da turma... Enquanto que em uma eu era a mínima para outros eu era muito inteligente! Eu ria dessa coisa toda, o que me facilitou o trato com essa realidade depois de quase um ano de resistência na adaptação.

Ela foi estudar mais próximo de casa, Vila Militar, mas ainda com muito rigor do Colégio. Nessa época conseguimos a "liberdade" de visitar uma a casa da outra, sozinha, a gente ria das situações. Ela sentia muito frio em Laranjeiras e eu, muito calor em Padre Miguel. O telefone dela vivia quebrado. O ônibus demorava muitooo para ZO e eu parecia uma turista de tão vermelha que eu ficava por conta da mudança de clima. A gente ria desses contrastes em uma mesma cidade. Os pais dela sempre ficavam preocupados com a minha coloração rosada... Era sempre engraçado o excesso de zelo deles. Ainda são assim, tá? rs

Era assim. Não nos revoltávamos com a realidade a ponto de não querer mais estudar... Não conhecíamos a "rua" e nem precisávamos. Éramos cuidadas demais! Tão bem cuidadas que nem pensávamos que agiam com muita cautela para que não nos perdessemos. Os adultos tinham muitos planos grandes para a gente. Cabia apenas, a gente, não desviar nosso foco.
Gostávamos da loucura! Acredito que aprendemos a gostar e seguimos...
Se a escola não facilitava, em casa muito menos... 
Todo mundo sabia o que tinha que fazer dentro da estrutura familiar. 
Hoje, olhando para esse túnel do tempo, sabíamos que tínhamos que nos organizar para mudar nossas vidas. Nós éramos as responsáveis por tudo que acontecia na nossa vida. Sempre ficou subentendido que, nossos pais estão lá, apenas para amparar e direcionar as nossas escolhas. Nunca nos obrigaram e sim, deixaram claro a realidade em que vivíamos.  
A escolha e a responsabilidade sempre foi nossa!
Estudar! Estudar! Estudar! 
Ter e ser bons amigos!
ter planos!
Viver!
Ser feliz!

Assim, chegamos na faculdade... ela de direito eu de Pedagogia, nunca mais estudamos juntas. Mas além de todo o conhecimento ainda hoje, tenho essa minha amiga ao meu lado. A gente aprendeu a "se virar" sozinha mas, ainda assim permanecemos próximas.
Ela acaba de me mandar mensagem... temos um projeto anual em comum, Festa dos Dia das Crianças! <3 
Assim é a VIDA!
Continuamos amigas. Ela hoje mora no Flamengo e eu já "conheço" e moro na ZO. Ela já casou e separou. Temos nossos empregos. Já fomos muito obcecadas pelo trabalho. Ela não quer ter filho. Eu não casei mas, já não está tão rígida a possibilidade de não ter filhos e casar. Somos pessoas do nosso tempo! rs

ah! e o West, nem é tão grande assim. A mudança que ele queria implementar no local sobre os hábitos de consumo... então, eu não sei como era mas eu, hoje, não entendo como AS PESSOAS amam tanto as COISAS e porque adolescentes circulam livremente nele!!

#nostálgica #felicidadedoquevivievivo #gratidão

Abraços,
JF

sábado, 10 de setembro de 2016

Sobre o medo humano

Sobre o medo humano.
Seres Humanos são tão esquisitos que constroem zoológicos para aqueles que não compreendem.
Prenderam os bichos em gaiolas, em ambientes frios nada confortáveis para eles, inventamos até os aquários domésticos, os bichos domésticos com pedrigee, claro! afinal os viralatas que morram de fome...hehehehe
Somos uma raça da pior especie mesmo... não conseguimos conviver entre gente da mesma raça: humana. 
Decidimos que vamos levar essa involução para frente e em nome de um turismo domesticado criar os aquários gigantes. 
Como um grande mar super bem controlado. 
Não existe o improvável! 
O novo! 
A condição de respeito a outra especie que não seja a humana. 
Quanto egoísmo!!
Eu abobomino de todas as formas esse empreendimento absurdo!
Vale ressaltar que, sei lá quantos anos, temos o tal o IBAMA. As secretarias de Meio ambiente... enfim! o Estado presente para coibir qualquer afronta e porque não? certificar e autorizar tamanho absurdos.
Nisto tudo... agora permitimos que criem versões mais modernas da barbárie humana. 
Acho justo nos escravizar entre a gente... quem quiser que se permita a essa atrocidade em nome da tal sobrevivência.
Vamos nos escravizar, nos esgotar ao estremo mas, não precisa exterminar todas as outras espécies para se sentir mais poderoso. 
Estamos em uma engrenagem absurdamente louca.
Eu fui contra e serei sempre contra zoológico e a mais moderna reprodução de cativeiro: esse tal de aquário.
Juram que recriaram perfeitamente o habitat natural.
ridículos!!
Economicamente é muito mais vantajoso as viagens que as pessoas fazem para observar de perto esses animais e locais. Quem quiser, irá até lá... quem não quiser, não. Simples assim!
Porém essa urbanização doentia não permite... 
E os emergentes irão como boi pro abate e tirarão várias selfies... tenho certeza!!
E viva o espetáculo!!
reportagem da VEJARIO, claro!rs

terça-feira, 30 de agosto de 2016

A vida segue nos desafiando a viver



De repente vamos traçando novas metas e, talvez aquilo que tanto tenhamos negado para nós mesmos tenha, finalmente, cobrado uma definição. 
Fluxo natural e vivo.
Sabe aquela parte da estrada que temos que escolher? Vire à esquerda. Vire à direita.
Nesta conjuntura de cabo de guerra entre a estrada já conhecida e a outra por desbravar, segue o rumo da única decisão já tomada: não dá mais para ficar parada.
Mas também não parece cômodo virar para o lado do já tão massivamente conhecido.
Façamos a escolha conscientemente. 
Façamos a escolha pela VIDA!
Não voltaremos, afinal a certeza do rumo muito bem definido, foi sendo amparado nas dúvidas que inquietaram e que perversamente, não me permitiram avançar para novos horizontes!
Que a VIDA seja, sempre, uma descoberta diária de nós mesmos!!

Juliana Ferreira