sexta-feira, 2 de março de 2018

As contradições: Língua Portuguesa e o mundo virtual

Vamos aos fatos da contradição do #mundocão 
O cantor chamado Belo, pode para muitos não servir de referência para o que é belo. Nunca vi ninguém sair em defesa dele dizendo que de fato Belo (nome próprio) é belo (adjetivo). Pelo contrário, já vi muita sátira com o fato. Ninguém exigiu que o Belo mudasse de nome, fizesse uma nota se desculpando pelo fato de estar ofendendo o belo (adjetivo)... Enfim, a vida seguiu e Belo continua carregando o seu belo pela vida. Mas, a vida anda tão besta, tão sem nexo, tão sem humor que hoje não podemos usar palavras para expressar mais nada! Para tudo precisamos usar de muito eufemismo para assim tentar sobreviver e driblar a tão barulhenta patrulha de gente que, nem conhece a riqueza da nossa Língua Portuguesa. Esses querem nos cercear na utilização de nossa própria língua.
Eu aconselho observarmos o interesse desse tipo de movimento. Das palavras pífias e superficialmente classificadas como bonitas por eles que podem não estar, exatamente, querendo expressar um elogio. Falta muito conhecimento da riqueza da nossa Língua Portuguesa porém, sobra muita vigilância raivosa, distorcida e desnecessária neste mundo virtual que, insistem em dizer que é também o nosso mundo real. #ficadica #emtemposdemuitascontradições#observealínguaPortuguesa

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

O acadêmico e o intelectual reduzido a pó.



Do jeito que andam sucateando o Ensino Presencial das Universidades Públicas, ninguém será louco em pagar. Quem é Classe Média, com certeza, já está articulando outros planos... se os bons profissionais já estão migrando ou se aposentando e, se os cursos não são bem lecionados, não haverá mais interesse das Classes que sabem o que buscam neste lugar. Desta forma, retira-se "voluntariamente", este público deste espaço e insere o que os "intelectuais" chamam hoje de, a "Nova" Classe Média: Pobres que ascenderam, apenas no consumo de produtos descartáveis, a Classe tão cobiçada e a qual não pertencem. O hábito cultural, pouco ou nada, se assemelha com o da classe a qual gostariam de pertencer. Essa será a tal virada cultural, que os "intelectuais" idealizaram. Destruirão a Instituição - Universidade Pública - por dentro.
            Vejo tempos difíceis para os jovens pobres: o novo público dessas instituições. Para quem não sabe o que é pesquisa, o que é uma Instituição Pública de excelência, o que é qualidade de ensino, o que é um corpo docente comprometido com o estudo, com certeza, vai acreditar que, o que está sendo ofertado é o melhor. Não existirá nem vestígio do que esse espaço já foi um dia. Todos aqueles que poderiam criar uma provocação e incomodar o status quo imposto, estão sendo excluídos deste ambiente acadêmico. Uma guerra velada e de uniformizada "intelectualidade". Irão manter, apenas, no imaginário da sociedade abastada o suposto conceito de "qualidade" desse ensino de outrora, apenas para ter um exército de jovens manipuláveis. É aí que esse projeto de Lei entra com força. Vai polemizar... Dizer que é um absurdo ensino universitário público ser pago, que a Classe Média Alta está tendo seu direito violado... Blablabla estrategicamente bem elaborado para distrair os tolos. Aguçará ainda mais, no imaginário da juventude pobre, o desejo de "ocupar" o lugar das Classes ditas superiores, de consumir o que elas consomem, sem contudo, se modificar em nada e de fato: continuarão não pertencendo culturalmente a tão desejada Classe. 
Encontrarão dentro dessas instituições um ensino de nível bem superficial, básico em tudo, com corpo docente fraco, cursos avaliados pelo órgão de pesquisa público como excelentes (!) (tudo alcançado mediante acordos políticos), discurso doutrinário, umas bolsas de manutenção (para a briga e o filtro da pobreza ficar ainda mais "emocionante" e o estudante, sua família e amigos, ficarem ainda mais agradecidos pela maneira assistencialista com que o Estado se "preocupa" com a sua educação e o seu futuro), a figura de um governante será endeusada, o jovem e todos os seus pares, ficarão agradecidos tão cegamente a esse personagem que acreditarão que, ele (quase o salvador!) desejou algum dia o bem desse jovem e o bem do país.
No ambiente acadêmico terão muitas festas, bebidas e drogas. Tudo dentro da construída ideia de "normalidade" acadêmica, claro!! Vão criar programas para esses novos "universitários" viajarem em nome da "pesquisa" e da "ciência".
Os jovens irão até agradecer determinado governante por ter "oportunizado" o "ensino", a "pesquisa" e o "crescimento" da "ciência". Essas pessoas abastadas irão dizer em tom libertário que, agora vai ter pobre médico (mesmo sem saber ler nada em inglês!), que terá muitos pobres doutores (sem falar e/ou escrever corretamente e sem saber nada sobre pesquisa), esses personagens empoderadxs esbravejarão: vai ter filho de faxineira sendo "doutor", sim!! Como se o trabalho de faxineira fosse algo de humilhação humana absoluta e assim, agora, não só o jovem, como a família e os amigos acreditarão nesta falácia construída afinal, é o "diproma" que vale!! É o status que importa! O que importa é parecer e assim, todo mundo antes abastado acreditará que, tem o "direito" de estar alí, desde que nada mude, na vida social. E quem pensava que a mobilidade social era difícil, perceberá que ficará ainda pior! Pois, a estratificação se encontra no cultural. No invisível que não permite tão facilmente a tão desejada mobilidade. Vai descobrir que tudo isto conquistado sem esforço nenhum, tem um preço muito caro! E assim, sem o exercício do estudo, sem dedicação de tempo, sem dificuldades, sem conhecimento, sem treinamento... Sem nada que o obrigue a questionar essa realidade ilusória, cairá no fracasso já declarado e assim, como todo enredo, chegará no clímax do texto... Tudo fazendo parte de uma verdadeira vida de novela...
Tudo isto será ainda mais "sofisticado" do que antes já existira. Terá muito dinheiro internacional para "empoderar" as mulheres e afeminar os homens. Assim, para quem nunca conheceu o que esse lugar de SABER já foi um dia, a oferta de "felicidade" fica ainda mais encantadora. Aceitarão com muito mais passividade o que está sendo ofertado.
Vale dizer que, esse lugar foi sempre da Classe Média Alta. Pobres eram poucos, mas conscientes do que faziam lá dentro. Democratizarão a inserção dos pobres porém, não os educarão sobre esse espaço. A briga intelectual era para quem sabia/aprendia a sobreviver no meio dos melhores. Para o pobre, era chegar a um lugar que não lhe pertencia e faziam questão de lhe dizer isto, diariamente. Para estar e ter o privilégio, era importante ter consciência do por quê estava naquela Instituição. O diploma valia por si, só! O Capital Cultural alcançado por esse seleto grupo de pobres, era a garantia de ascensão financeira e social no seu futuro. Infelizmente, observamos a decadência dessa classe popular que ascendeu nas últimas décadas. Observar pobre querendo ser um deles nas piores coisas, é o fracasso anunciado. A vaidade consome os seres humanos, já era assim e vai piorar.
Talvez, se a Sociedade participasse mais, isto teria outro caminho. Mas, como nunca se importaram, não acredito que queiram saber, agora, o que acontece nestas instituições. Portanto, prevejo logo, logo... jovens pobres sendo futilmente moldados, viciados, improdutivos, inquietos no seu pertencimento a Classe que sempre estiveram e, principalmente, exigindo que o Estado continue lhe sustentando.
Pronto, robô formatado com êxito!
Se você chegou até aqui neste texto, sabe que esses já estão assim, né? Hehehe
Já esbravejam que tem "diproma"! Já tem "títulos"... São até mestres e doutores em coisa nenhuma! Uma ascensão absurda para quem nada tinha...
Banalizaram o título e assim, colocaram em dúvida o diploma dessas instituições públicas de renome. A ascensão pelo lugar do título, já não causa tanta credibilidade. Na verdade, hoje, o papel timbrado destas universidades, a cada dia, causa mais dúvida sobre o profissional lá formado.
O que importa agora é apenas se, esse aluno conseguiu se moldar perfeitamente a cartilha ensinada por esses novos professores, esses novos "intelectuais" que entendem muito de militância e pouco do fazer profissional. Isto, intelectualmente falando, é uma perda imensurável! Corrompeu-se por dentro das instituições públicas.
Tudo isto com bastante financiamento público e "parcerias" internacionais.
A futura Sociedade que se preocupe com esse exército de gente frustrada com "diproma", que acha que tem "direito", que tem cota para tudo, que o Estado tem a obrigação de continuar lhe sustentando e, principalmente, são visto hoje como os com "diproma", mas sem emprego! Um mal anunciado há muito tempo, porém sem darem a devida importância.
Agora, cabe a sociedade, lidar com esses acadêmicos frustados e, principalmente, recolocar os sonhos no seu devido lugar prático.


Abraços,

JF.

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Ávida VIDA clamando

Escutei alguém explicando que o pai faleceu lá longe.
Disse que sairiam do Rio de Janeiro e viajariam três dias para finalmente chegar ao local. Ela confirma o que disseram: era longe!
Mas ameniza a dor afirmando que quem dirigiria, saberia guiar por atalhos para chegar mais rápido pois fazia esse caminho também como seu trabalho.
Ouvi...
Aquela conversa me interessou, não pelas pessoas que nem conhecia, mas pela mobilização entorno da morte.
Fiquei pensando...
Quantos esperam a solidariedade apenas na hora da morte?
Quantos exprimem seus sentimentos apenas, quando não mais o outro possa perceber?
Quantos, esperam, silenciosamente a hora da boa morte para estar com os seus?
Estranho mundo...
Estranhas pessoas...
Estranha vida!
JF
07/11/2017

quinta-feira, 1 de junho de 2017

A violência nossa de cada dia...

Hoje não vou sorrir, ser irônica, sarcástica ou qualquer coisa que valha...
Hoje vou escrever em tom muito sério, como poucos já viram...
A gente observa na TV, escuta e pensa: espero que eu nunca passe por isto. Não sei como reagiria!
Pois é, ontem, fim de noite... Em mais um dia de trânsito pela cidade, cansada depois de um dia de trabalho... Com pouco mais de 15 minutos para chegar na minha casa...
Dois "jovens" fazem uma escolha: vamos pegar esses revólveres e sair para assaltar alguns ônibus que passam na avenida Brasil.
Pois é... Entraram no ônibus que eu estava. 
Como podem perceber, hoje, estou aqui viva para narrar e todos que estavam dentro do ônibus também passam fisicamente bem! 
Levaram documentos, celulares e dinheiro de alguns passageiros e desceram. Mas, como em um filme de faroeste onde ninguém manda em mais nada e a população fica acuada, eles se sentiram ainda no DIREITO de intimidar, de fingir serem seres humanos dignos de respeito. Atuação digna de atores globais.
Já pensei por quê não desci assim que olhei para aqueles dois estranhos querendo pagar R$ 8,80 por um trajeto muito pequeno. Porque não me importei com a minha intuição que dizia incansavelmente, várias vezes por segundo: desce do ônibus!
Enfim... agradeço pelo menos por ter conseguido manter a serenidade e a calma. Ainda consegui, mesmo com isto tudo, acalmar quem estava ao meu lado: a moça por impulso, fez o movimento de querer levantar.
Nessa hora, nos olhamos e acolhi quem nunca vi durante toda a minha vida. Dividi os R$ 3,00 que tinha no bolso. Para que não declarasse que nada tinha para eles. Por sorte, ficamos invisíveis para eles. Não nos viram. Abordaram todos ao nosso redor... Mas não conosco! 
Talvez por nesta hora ter me mergulhado em profunda oração. Disse para rezar!
Observei a ação esdrúxula dos "jovens" e pedi para Deus nos livrar o mais breve possível daquele tormento. Que fossem em paz e nos deixassem em paz.
Deus age o tempo todo... tenho cada dia mais certeza disto!
Sou uma otimista incansável, muitos sabem! Mas já não sei onde buscar a certeza de que o mundo será melhor!
Dois "seres humanos" que no auge da sua consciência pensam em gastar R$ 17,60 e acreditam que vão conseguir um lucro exorbitante roubando um bando de pobre fudido em pleno final de mês... Sinceramente? Não os vejo como seres humanos. Um SER HUMANO, de verdade, não pensa NUNCA em trocar vidas por objetos que ficam obsoletos assim que saem das lojas. Desculpa, mas novamente não vejo Humanidade nesse tipo de "ser humano" que insistem em dizer que deve ser o modelo a ser seguido.
Não são gente! 
Não são seres humanos!
A moça ao lado agradece a mim. Eu, aliviada por descerem, estava ainda em choque. Outra me cutucou e disse: devíamos ter pego o outro ônibus, né? ela me fez lembrar que, ainda no ponto não entendi porque a empresa estava colocando apenas a linha mais cara naquele horário e essa mesma moça disse: eles agora estão fazendo isto! eu imediatamente: é lucro! A empresa percebeu que as pessoas pagam em dinheiro e pagam o valor que eles julgam ser justo pela passagem. Ficamos olhando sem ver saída, já que os próximos também seriam desse mesmo itinerário e valor. Mudou a empresa, mas a crueldade continua. Me restou consolá-la que não tínhamos como adivinhar! Ela concordou e desceu!
Eu que já tinha passado de casa... já começava a pensar para poder decidir onde desceria para retornar para casa. Teria que descer em um lugar um pouco mais "tranquilo" para retornar.
Encontrei uma conhecida e ela disse: que cara tristinha é essa?
Volto ao ponto que não mais estava... e relato o que tinha acontecido. A gente "finge" normalidade! A gente finge que isto não impactará na nossa vida... A gente finge!
Podem querer culpar o Sistema, o pai, a mãe, a falta de estudo... O caralho a quatro... Nunca me convenceram e não será agora que irão me convencer do fato disto tudo serem meras desculpas de um fracassado!
São fracassados que preferem levar a vida sendo sempre sustentados por alguém. Entrando em atrito com todo mundo e depois, se vitimizando. Entope os Socioeducativos e as prisões com esse bando de parasita e querem me convencer que, o que realmente falta, é oportunidade!
Esses dois moleques deram na nossa cara com força, sem nem ter encostado a mão na gente.
Uma sociedade que está falida em sua estrutura e nos seus VALORES. Que ninguém de fato, se RESPONSABILIZA por nada!
Ninguém faz nada! Quem fez esses dois seres humanos se é que fizeram só esses, não se sentem na obrigação de saber o que andam fazendo na rua. Não se sentem na obrigação de cuidar, vigiar, educar... de nada!
O Estado se sente o deus que dará conta de tudo... dá saúde, dá educação, dá assistência, dá..dá..dá...dá... dá tudo em troca de votos que nos paralisam cada vez mais e nos mergulham em mais e mais corrupção.
Geração sem limite de nada.
Pensa que alguém tem que dar o que deseja pelo simples fato de se acharem seres humanos. Eles acreditam que existem!
Não são! Nunca foram e nunca serão.
Foram condicionados a viver a "liberdade", a suprir seus desejos de todas as formas. A achar que o outro está no mundo para lhe servir, sempre!
É muito egocentrismo!
A sociedade está doente!
Doente e em estado terminal...
É um ciclo absurdamente orquestrado, sei disso! 
Me fizeram pensar tanto... 
Mas não me fizeram entender esses desejos descabidos que os "seres humanos" insistem em dizer que, devem ser entendidos como necessários para a nossa EXISTÊNCIA.
Não desejo o que não posso possuir. Fui assim educada. Não invejo o que é do outro. Não me preocupo em achar que estou sendo humilhada por não ter um carro. Uma casa grande. Empregados. Bugigangas para tudo que se pode imaginar. Quinquilharias tecnológicas. Roupa de "marca". Aliás, sempre achei que tudo isto é ser marcado igual boi no pasto... Nunca fui assim, e continuarei a não ser.
Sento e observo todos. Presto atenção ao que a "mídia" diz sobre os "bem sucedidos": bando de parasitas. Não sabem nem como se planta um feijão no algodão, mas são exemplo de pessoas bem sucedidas! 
Fato é: Estão jogando na nossa cara, todos os dias que devemos crer que, é difícil suporta a dura rotina de quem se mantém íntegro, honesto, estudioso e trabalhador. Aquele que suporta cumprir horário. Que consegue conviver com as pessoas. Que planeja a vida. Que vive do seu salário. Sabe lidar com as cobranças. 
Conseguir ser lúcido, íntegro, honesto e trabalhador virou sinônimo de chacota para os "descolados" que se acham “bem sucedidos” e “importantes”.
A família está falida em sua organização.
O Estado está falido em sua estrutura.
O Sistema político brasileiro e a sociedade também!

Mas ainda devo admitir que espero dias melhores, com muita FÉ, para todos nós que somos: SERES HUMANOS!

Abraços,

Juliana Ferreira

terça-feira, 11 de abril de 2017

O Brasil do jeitinho

Ando pensando e, hoje, conversando com quem de fato permitiu ouvir e ser ouvido tentei refletir sobre esse mundo louco.
Já nem sei se todos no dito país chamado Brasil falam e entendem a língua oficial: Português. É tanta incompreensão. Tanto desamor. Tanto egoísmo. Tanto "o meu pirão primeiro" que já não tenho mais voz, nem tempo de tentar me dispor em compreender. Chego a duvidar da humanidade desses seres ditos terráqueos.
Só observo o buraco cada vez mais fundo que estamos nos enfiando e nos enterrando.
A economia nos sufoca. O famoso "poder de compra" não existe. A inflação nos esmaga absurdamente mais a cada dia. É muita corrupção. É gente que pensa que poder político lhe salva de todas as mazelas que tem enterrado a população. É o Estado sendo colocado a prova. É a democracia representativa fazendo cada vez mais, menos sentido.
É você sentado lendo passivamente tudo isto acontecendo. É você querendo sempre que alguém te diga no que acreditar. Em quem confiar. No que vestir. No que usar. No que estudar. No que seus filhos precisam. O que é ser jovem. Velho. Adulto. Criança. Homem. Mulher. Ateu. Religioso. Estudante. Desocupado. Desempregado. Trabalhador. Bandido. Cidadão. Vivo e também morto.
Nesse movimento, você já não sabe, verdadeiramente, o que é. O que deseja ou sonha... é mais um nessa engrenagem que não pode parar. Que se junta na multidão do famoso jargão: mexeu com um, mexeu com todos.
Será?


JF

domingo, 11 de dezembro de 2016

Aos que pensam que fazem educação

Pra que os adultos em meio ao ego ferido brigam tanto para um projeto "bem feito" se ao final percebemos que o fundamental e realmente necessário o aluno não aprendeu? 
Fechamento de ano e as esquizofrenia escolares, me fazem refletir. 
A mesma pessoa que infla o peito pra vomitar toda a sua indignação por não ter aparecido o que queria ter aparecido em um projeto, é a mesma que declara que a turma não evoluiu. Isto é, vão seguir sem sabe ler, nem escrever e muito menos reconhecer os números.
Que raios o cara fez nesse lugar institucional por 4 anos? 
Como defesa: a família é isto, a família é aquilo...

Mas volto a perguntar: o que esse aluno fez indo todos os dias para esse lugar e pouco ou nada compreendendo do estar ali?
Rogo para que o Tradicional volte a existir na escola pública.
Rogo para que realmente eu encontre na minha caminhada pessoas adultas que gostem de estudar. Só assim vejo LUZ no fim do túnel.
Nossas crianças estão sofrendo com aval jurídico. Nossas crianças estão sendo retiradas do convívio familiar e colocadas em um ambiente onde não estão recebendo o que deveriam receber. Um interessante controle sobre a pobreza e tudo amparado sobre o belo discurso da obrigatoriedade. É uma onda maior do que a gente imagina, quando decide por esta caminhada.

Valores humanos são esquecidos neste lugar, cotidianamente.
Toda essa pedagogia da mentira, me cansa! 
Eita máquina pública em colapso!! Affffff

nota: publicado no Facebook em 12/12/15. Faz muito sentido no dia de hoje, no amadurecimento reflexivo que estou tendo também.
Abraços,
Juliana Ferreira 

sábado, 12 de novembro de 2016

Formação de uma equipe na escola

foto da internet
Os desafios que impactam na atividade do coordenador de uma unidade escolar está para além do que muitos, insistem em reduzir e acreditam que seja: apenas auxiliar o professor para que a sua prática em sala de aula seja executada plena e perfeitamente. 
Não sei bem onde disseram isto! Deve ser na linealidade da didática... rs
Porém, é na própria didática que me apoio para pensar sobre a formação do professor. Nem sempre um bom aluno, se torna um bom professor. Exatamente por compreender que ele possa ser bom de entender conceitos para ele porém, possui muita dificuldade de articular seu pensamento com o de outras pessoas. Aqui aparece latente a dificuldade do aluno quando este diz, não entendo o que o professor diz. 
Não vejo que o aluno esteja apenas criticando o professor, mas está apontando para que o mesmo desça um pouco mais no seu aporte teórico. Considero que o exercício da simplicidade está muito mais na responsabilidade daqueles que detêm o saber. Mas é, exatamente, neste hiato que não se consegue avanços. É notório que não existe hoje diálogo com o modelo de profissional da licenciatura que está chegando, mediante concurso público/contrato, nas unidades públicas de ensino.
Questiono muito os critérios avaliativos da formação destes profissionais. A educação regular está em colapso absoluto, se não dermos um basta em tudo que permeia essa arrogância acadêmica.
Fato que, não é isto que faz o professor ser um bom professor. Cada vez mais tenho certeza disto. Não devemos esquecer que este profissional antes de tudo, é um ser humano. Dotado de muitos defeitos e muitos sentimentos humanos ainda pouco resolvidos, por ele, internamente.
É este indivíduo que adentra o ambiente escolar. A temida instituição que possui regras, leis, sequência didática, planejamento, diário, documentação, supervisão, estátisticas e uma heterogeneidade de formação humana que terá, sim, que conviver, vivenciar e exercitar cotidianamente a sua capacidade de reflexão.
Durante todos esses, já sete anos de aprendizado profissional cada vez mais vejo o quanto a formação humana desses profissionais está defasada. Dando a nítida impressão que a falha do currículo das licenciaturas esbarra no trato interpessoal. Não se ensina na graduação questões de cunho da relação humana: a responsabilidade.
Considero que ninguém vive ilhado em si mesmo, embora os sujeitos insistem em deflagrar esta autonomia também dentro da escola.
É uma queda de braço sem fim. De um lado aquelas pessoas recém formadas. Jovens e descoladas mas, que pecam na reprodução daquilo que tanto gostam de criticar nos mais velhos: a rigidez.
São rígidos suficientes para não realizarem o diálogo. A reflexão. A mudança no seu saber academico. A construção do novo. O apontamento daquilo que incomoda. Elegem um suposto inimigo e partem para a guerra. Acreditam fielmente que eliminando o objeto estranho, terão sua paz garantida. Não medem esforços para executar com maestria essa missão.
Atacam ferozmente o suposto inimigo. Gritam. Chantageiam. Ameaçam. Formam grupos. Caluniam. Criam situações vexatórias. Usam das formas mais levianas para tentar alcançar o seu objetivo: eliminar essa pessoa do seu caminho.
Nisto eles mostram o quão unidos são como categoria. Sem nem ao menos entender o que seria a tal categoria. Mas, novamente, esquecem da hierarquia que permeia, principalmente, as instituições públicas.
Por fim, como toda boa estória dotada de um começo, um meio e, finalmente, um fim. Após muitas ofensas. Articulações variadas dos superiores. Um pouco da dependência arquitetada por um currículo entupido de tanta disciplina fragmentada que funciona muito mais como muitos alucinógenos, faz com que suportemos tamanha indelicadeza dessas pessoas.
Para eles, na sua ignorância, O problema é considerado tão ínfimo que acreditam fielmente que existiu uma vitória deles sobre o "inimigo". Não conseguem ver nada além do seu próprio umbigo, infelizmente.
Com tantos fatos observados e tantos absurdos presenciados e ouvidos digo que, tem alguns que superam até mesmo a minha tolerância/paciência/respeito profissional que devo ter por todos que trabalham na educação.
Essa distância de compreensão do espaço educacional público é de difícil aceitação para mim. Alguns eis que enfim, se comprometem a "mudar". Nem que seja até que o suposto inimigo entenda que foram eles quem ganharam. São levianos também para continuar com a ideia fixa que a culpa de todo o desconforto causado seja apenas do outro. Nunca deles mesmo. Pensar sobre o lugar que escolheu trabalhar, morar ou viver, pouco importa nisto tudo. Das escolhas que realizou em sua vida, tudo parece está em consonância com o fracasso no qual escolheu viver.
Nisto eles se dão as mãos brilhantemente!
Confundem relações pessoais e profissionais. Nessa grande e efervescente relação, os Infantilizados batem o pé e dizem a todo momento: os incomodados que se retirem. O processo de pouca razão na decisão complica ainda mais a compreensão do que de fato está sendo questionado. Como se tivéssemos lidando apenas com mais uma brincadeira, e não com vidas humanas.
Enfim, constroem narrativas que assegurem que sejam os outros que não estejam deixando eles "trabalharem". Dificuldade maior na relação com estas pessoas é de cunho profissional, pois os mesmos não analisam que sua capacidade profissional não está mais sendo exigida no mercado do século XXI. Novos, porém, com o diploma em mãos esquecem que a vida é uma constante renovação, principalmente, na educação.
Nesta recusa pelo novo não se permitem evoluir intelectualmente. Como implicação mais grave: matam diariamente na sala de aula o poder criativo de milhares de crianças, de jovens e de adultos. 
Formar uma equipe, hoje, é o desafio que nos alimenta mas também, nos desequilibra constantemente.
No setor público, essa prática torna-se por vezes lenta demais. Os processos em um mundo cada vez mais dinâmico não é percebido por aqueles que habitam e acreditam viver em outro tipo de exigência ou quiçá, de responsabilidade.
Diante do que tenho vivido profissionalmente ao longo destes anos de prática profissional no setor público, devo considerar que a caminhada educacional no setor público, não é e nem deva ser muito rígida. Os novos ventos apontam para que finalmente, a morosidade das coisas se finda!
Mas antes, se prepare para os  novos ataques...
A estória recomeça! rs!
Juliana Ferreira